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29 de novembro de 2010

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O ser humano não tem um coração como o meu.
O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo,
e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa.
A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos
no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza,
e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas.
Mas eles tem uma coisa que eu invejo.
Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.


.Uma última nota de sua narradora .




( Markus Zusak - A menina que roubava livros)

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6 de julho de 2010

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Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei
- do que os humanos são capazes.



Como o ser humano é contraditório.
Um punhado de bem, um punhado de mal.
É só misturar com água.


Os seres humanos me assombram



(Markus Zusak - A menina que roubava livros)


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29 de junho de 2010

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As palavras não foram ditas, mas decididamente estavam lá, em algum ponto.



(A menina que roubava livros)

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13 de junho de 2010

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... e eles andavam na corda bamba em direção ao sol.



(Markus Zusak - A menina que roubava livros)


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12 de junho de 2010

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Precisaria aperfeiçoar a arte de esquecer.



... uma ausência que poderia significar um sem-número de coisas,
dentre elas a liberdade.



(Markus Zusak - A menina que roubava livros)

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2 de junho de 2010

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Quando viesse a escrever sua história, ela se perguntaria exatamente

quando os livros e as palavras haviam começado a significar

não apenas alguma coisa, mas tudo ...





Os melhores sacudidores de palavras eram os que compreendiam o verdadeiro poder delas. Eram os que conseguiam subir mais alto. Um desses sacudidores era uma menininha magricela. Ela era famosa como a melhor sacudidora de palavras da sua região, porque sabia o quanto uma pessoa podia ficar impotente sem as palavras. Por isso, ela se mostrava capaz de subir mais alto que qualquer outra pessoa.

Desejava as palavras. Tinha fome de palavras.





(Markus Zusak - A menina que roubava livros)



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1 de junho de 2010

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Muitas vezes tento lembrar-me dos retalhos de beleza
que também vi naqueles tempos ...



Derreter, derreteu, mas, em algum lugar dentro deles, aquele homem de neve continuou de pé.
Deve ter sido a última coisa que eles viram naquela véspera de natal, quando enfim adormeceram.
Tinham um acordeão nos ouvidos, um boneco de neve nos olhos ...

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Eles se acumulavam hora após hora, como sonhos agridoces à espera de acontecer.


(Markus Zusak - A menina que roubava livros)

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26 de maio de 2010

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Está certo dizer que estrelas
Estão no olhar
De alguém que o amor te elegeu
Pra amar

(Caetano)





"... as estrelas puseram fogo em meus olhos."

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24 de maio de 2010

Para meu amigo, Léo ...

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"É difícil não gostar de um homem
que não apenas nota as cores, mas fala delas."


(A menina que roubava livros)

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Doces e cores pra ti, Leozinho ...





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17 de abril de 2010


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Se ao menos pudesse voltar a ser tão distraída, a sentir tanto amor sem saber,
tomando-o por engano pelo riso e pelo pão com um levíssimo cheiro de geléia espalhado por cima.




(A menina que roubava livros)


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16 de abril de 2010

Como se dá a alguém um pedaço de céu?




(...) observou uma nuvem gigante aproximar-se sobre as colinas...

- Olhe só para aquilo!


- Você devia dá-la ao Max.
- Mas como?
- Decore-a. Depois descreva-a para ele.

(...)

Imaginou a visão da nuvem passando de sua mão para ele,
através dos cobertores, e a escreveu num pedaço de papel...



(Markus Zusak - A menina que roubava livros)


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. UMA IDÉIA BONITA .

Uma roubava livros.
O outro roubava o céu.

(A menina que roubava livros)

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. UMA DEFINIÇÃO NÃO ENCONTRADA .
NO DICIONÁRIO

Não ir embora: ato de confiança e amor,
comumente decifrado pelas crianças.


(Markus Zusak - A menina que roubava livros)





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15 de abril de 2010


. UMA PEQUENA TEORIA .

As pessoas só observam as cores do dia no começo e
no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelo céreos, azul borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
(...)


( Markus Zusak - A menina que roubava livros)

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