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24 de março de 2013

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(...) - o meu, o nosso amor! - por ele eu me afinava: 
podia, queria, devia passar a um estado limpante novo de ser. 
E não é para isto, que é o amor?



|Guimarães Rosa - A simples e exata estória do burrinho do comandante|

|Estas Estórias|








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14 de agosto de 2012

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Melhor um pássaro voando do que dois na mão!...
Eis a versão do provérbio, para uso dos fortes, dos capazes de ideal...



|Guimarães Rosa - Minha Gente|

|Sagarana|




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13 de junho de 2012

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Às vezes - o destino não se esquece -
as grades estão abertas,
as almas estão despertas:
às vezes,
quando quanda,
quando à hora,
quando os deuses,
de repente
- antes -
a gente
se encontra.


|Guimarães Rosa - Tornamento|

|Ave, palavra|






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2 de abril de 2012

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Longe é o que fugiu de mim.
Tudo o que fugiu de mim.
Lucívoro abismo.



|Guimarães Rosa - A Caça à Lua|

|Ave, palavra|


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27 de março de 2012

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... de alegria, coração não descansava.


|Guimarães Rosa - Campo Geral|

|Corpo de Baile|


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8 de fevereiro de 2012

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A gente não vê quando o vento se acaba ...



(Guimarães Rosa - Primeiras Estórias)


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12 de dezembro de 2011

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Eu via, eu mesmo, para que é que as lágrimas servem.
Fosse qual fosse o sentir, ou mesmo sob nenhum sentimento.


(Guimarães Rosa - Páramo)

(Estas estórias)


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24 de outubro de 2011

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Só choro estas poucas lágrimas.
Amanhã vou esquecer, depois então vou saber:
saudade é chateação, pensamento com cansaço.


(Guimarães Rosa - O Grande Samba Disperso)

(Ave, palavra)


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1 de outubro de 2011

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Eu rastreio a flor de tuas passadas.



(Guimarães Rosa - Grande sertão: veredas)


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O dia era de paz ...



Todos percebessem. Era uma paz gritável.



(Guimarães Rosa - Grande setão: veredas)


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15 de setembro de 2011

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Você era capaz de fazer como o audaz navegante?

Ir descobrir os outros lugares?





Ele foi, porque os outros lugares ainda são mais bonitos, quem sabe? ...



(Guimarães Rosa - Partida do audaz navegante)

(Primeiras estórias)


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5 de setembro de 2011

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Alegria tinha de ser chamada à força.
Era preciso chamar a alegria, como se chama a chuva, na desgraça de uma seca demorada.


(Guimarães Rosa - A estória de Lélio e Lina)

( Corpo de baile - Volume I )

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Mas se sabe que cada pássaro fala, diz uma coisa, no canto que é seu,
e ninguém não entende.


(Guimarães Rosa - Uma estória de amor)

( Corpo de baile - Volume I )


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O certo era a gente estar sempre brabo de alegre, alegre por dentro,
mesmo com tudo de ruim que acontecesse, alegre nas profundas. Podia?
Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma.


(Guimarães Rosa - Campo Geral)

( Corpo de baile - Volume I )


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2 de setembro de 2011

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O pássaro que se separa de outro, vai voando adeus o tempo todo.




(Guimarães Rosa - Grande sertão:veredas)


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17 de agosto de 2011



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Não aprendera os possíveis de amor ...






Essas coisas desencontradas da vida.




(Guimarães Rosa - Bicho Mau)

(Estas Estórias)

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10 de agosto de 2011

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A meninazinha não pode morrer em mim. Procuro-a.


A menina tem que ser reencontrada; para que eu me salve.
A menina tinha de ser salva ...



Profundas alturas. (Sua distância de mim.)



(Guimarães Rosa - A Caça à Lua)

(Ave, palavra)


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26 de julho de 2011




O fundo de todas as coisas é além e aquém do azul.



(Guimarães Rosa - Do diário em Paris - III)

(Ave, palavra)

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20 de julho de 2011

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Um dia você ainda vai ver, meu mocinho:

coração não envelhece, só vai ficando estorvado ...
como o ipê: volta a flor antes da folha.



(Guimarães Rosa - A estória de Lélio e Lina)

(Corpo de Baile - Volume I)


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2 de julho de 2011

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.......A vida não perdoa descuido ...


(Guimarães Rosa - A estória de Lélio e Lina)

(Corpo de Baile - Vol I)

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