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31 de julho de 2010

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A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.
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Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.



(Sophia de Mello Breyner Andresen)

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19 de julho de 2010

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Como um oásis branco era o meu dia
Nele secretamente eu navegava
Unicamente o vento me seguia



(Sophia de Mello Breyner Andresen)

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29 de abril de 2010


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Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.



(Sophia de Mello B. Andresen)

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17 de abril de 2010





As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia
e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.


(Sophia de Mello Andressen)

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