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7 de outubro de 2012

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O vento voa,
a noite toda se atordoa,
a folha cai.


Haverá mesmo algum pensamento
sobre essa noite? Sobre esse vento?
Sobre essa folha que se vai?


|Cecília Meireles - Epigrama Nº 9|

|Coleção Melhores poemas - Seleção - Maria Fernanda|


 


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A Cassiano Ricardo


Não tenteis interromper o pássaro que voa em linha reta
de leste a oeste. Alto e só.

Não lhe pergunteis se avista cidades, mares, pessoas
ou se tudo é um liso deserto. Vasto e só.

Ele não passa para contemplar essas coisas do mundo.
Ele vem de leste, ele vai para oeste. alto e só.

Ele vai com sua música dentro dos olhos fechados.
Quando chegar ao fim, abrirá os olhos e cantará sua música.
Vasta e só.


|Cecília Meireles - Linha Reta|
|Coleção Melhores poemas - Seleção - Maria Fernanda|









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17 de dezembro de 2011

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é preciso salvar
apenas o eterno
das coisas.

o restante,
são máscaras.


(Cecília Meireles)


... tirava a máscara e demonstrava que somos o que sempre fomos
e que seremos sempre o que somos.


(Pedro Nava - O Círio Perfeito)


PS: Cecília Meireles, sem fonte. Recebido no orkut.


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29 de abril de 2010

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Às vezes passo por desfolhamentos.

(Manoel de Barros)



(...) por desfolhar-me é que não tenho fim.


(Cecília Meireles)

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17 de abril de 2010

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Tuas palavras antigas
deixei-as todas, deixei-as,
junto com as minhas cantigas,
desenhadas nas areias.



(Cecília Meireles)

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