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9 de maio de 2011

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Eu, porém, sou dos que dão;
agrada-me dar, como amigo, aos amigos ...

minha mão nunca se cansa de dar...




Eles recebem de mim; mas, acaso lhes tocarei eu sequer a alma?
Entre dar e receber há um abismo;
e é muito difícil transpor o mais pequeno abismo.


(Nietzsche - Assim falava Zaratustra)


É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar.


(Exupéry - O Pequeno Príncipe)

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12 de outubro de 2010


As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"

(...)

Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes.

Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números! Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer:

"Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo..." Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro.

Porque eu não gosto que leiam meu livro levianamente. Dá-me tristeza narrar essas lembranças! Faz já seis anos que meu amigo se foi com seu carneiro. Se tento descrevê-lo aqui, é justamente porque não o quero esquecer. É triste esquecer um amigo. Nem todo o mundo tem amigo. E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes, que só se interessam por números. Foi por causa disso que comprei uma caixa de tintas e alguns lápis também...


(Exupéry - O pequeno príncipe)



Para colorir a vida e nunca deixar a criança morrer em mim.
Um "Viva" para os adultos que ainda conseguem manter viva a criança em si.

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16 de abril de 2010


- Um dia vi o Sol pôr-se quarenta e três vezes!
E pouco depois acrescentaste:
- Sabes quando se está muito, muito triste, é bom ver o pôr do Sol...
- E estavas assim tão triste no dia das quarenta e três vezes?
Mas o principezinho não me respondeu.

(Saint-Exupéry)

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